“Marcelo dança ao som de The Smiths na varanda todas as noites. Ele toma café na mesma padaria há cinco anos. Ele fuma e bebe. Sempre escreve cartas pra alguém antes de se deitar. Ele não usa celular e não tem computador em casa. O carpete do quarto é marrom, ele tem um quadro em cima da cama e abaixo da estante de livros. As paredes são beges, e a do quadro é de um verde claro. As cortinas são claras e estão quase sempre abertas. A luz do abajur ao lado da cama é amarelada; deixando o clima do quarto ainda mais agradável. A cama é de casal e está sempre com o mesmo lençol. Marcelo usa uma calça xadrez para dormir, e uma camiseta cinza cheia de manchas de tinta. Marcelo faz o melhor café do mundo, e canta como um pato. Sussurra coisas bonitas para as meninas que leva para sua casa. Deixa-as dormir usando uma de suas camisetas, e mexe no cabelo delas até que elas durmam e ele possa sair da cama, fumar seu cigarro, e chorar. Dorme sempre no sofá. Antes que a sua companheira da noite acorde, ele acorda, prepara o café, senta na poltrona no canto do quarto, e lê… Lê até se cansar porque quando ele lê se sente livre da Eliza. Eliza é a menina mais cruel que existe no mundo por ter deixado um caro legal igual a ele. Eliza sou eu.”
O melhor, o esplendido, o incrível… sem mais elogios… Marcelo! (via s-o-u-p-i-r-s)
“Hoje a noite vai ser longa, Eliza. Não tenho minhas bebidas, este é meu ultimo cigarro, e muito menos tenho você. Hoje a noite vai ser longa. Clamar por piedade já não basta, não é mesmo, Eliza? Clamar por ti não te trará de volta aqui, não é? Hoje a noite vai ser longa. Creio que se eu lhe der rosas também não fará você me perdoar. Quem sabe violetas? Vai… Vai ser longa, sim. Aquele cinza que havia no meu coração agora já se expandiu em todo meu corpo e alma. Eliza, acho que estou morto sem ti. Minha alma esta longe daqui. Ela esta à sua procura. Fugiu de mim por você. Que noite longa! Por que não volta pra mim? Sei que errei, e já me redimi, mas você é dura. É cruel e malvada. Não me perdoa. Por que tão rígida, Eliza? Por quê? Não faz assim comigo. Sou sensível e você sabe disso. Eliza, me perdoe, me desculpe, me acalma, me protege, me segura em você. Prende-me no teu peito e não me deixa sair de novo. Não me deixa errar. Ensina-me a acertar! Porque assim, sem você, eu já não vejo cores no dia e não ouço a cantoria dos passarinhos de manhã. Eliza, agora é tudo cinza da cor dos seus olhos chuvosos. Eliza, já não aguento mais esperar por uma eternidade tão grande quanto essa noite se eu não estiver ao seu lado. A noite é longa. E meu cigarro acabou. Então vou chegar ao fim de mais uma carta entre trezentas. Boa noite, Eliza Manuela. Espero que durmas bem, pois eu tenho mais uma noite à frente sem você, e agora sem cigarros. Hoje a noite vai ser longa!”
Eliza Manuela dos olhos chuvosos. (via s-o-u-p-i-r-s)

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C’est pas moi, je le jure!

“Ela era do tipo que adorava cheirar flores. Ele era do tipo “não sou flor que se cheire”.”
A Escritora de Bar.    (via menina–confusa)
“Ingênuo é quem ama mil vezes, se ferra mil vezes e ainda tem esperanças de se dar bem na próxima vez”
Thiago Polycarpo.   (via menina–confusa)
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